40 Anos de Sucesso

24/07/2016 às 9:26 - Atualizado em 24/07/2016 às 9:27

Emiliano Affonso é presidente da AEAMESP - Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô

Em 1968, ano em que o sistema de bondes em São Paulo é extinto, nasce o Metrô de São Paulo, que vem a se tornar um dos símbolos da cidade, orgulho dos paulistanos e um dos melhores do mundo. A primeira linha do Metrô foi a 1 – Azul e nela se concentraram as disputas que exigiram as opções tecnológicas que iriam fazer dele um dos mais velozes e modernos do mundo, em uma década que iria se caracterizar por profundas revoluções na tecnologia dos metrôs.

A equipe de engenharia do Metrô comparava o sistema de sinalização proposto pelo Consórcio HMD, baseado ainda em semáforos e bandeirinhas, ao que estava sendo feito em São Francisco ou em Washington, considerando o projeto do consórcio antiquado e rebatendo a sua proposta. Assim, os primeiros técnicos do Metrô tiveram que se inteirar das inovações tecnológicas e a coragem para mudar o projeto inicial, incorporando a maior parte das recentes conquistas tecnológicas.

Graças ao compromisso com a modernidade, com a vanguarda tecnológica que a liderança técnica da empresa pode implantar um sistema à altura dos mais avançados da época.

Foi graças ao compromisso com a modernidade, com a vanguarda tecnológica que a liderança técnica da empresa pode implantar um sistema à altura dos mais avançados da época. No dia 14 de setembro de 1974, aconteceu a primeira viagem de metrô entre as estações Jabaquara e Vila Mariana. Estava pronta a primeira linha de metrô paulistana, então com 16,7 km de extensão e 20 estações. Hoje, a cidade conta com várias linhas, tendo o Metrô acumulado conhecimentos que o transformaram em um dos melhores serviços públicos e em razão de uma política de pessoal, que desenvolveu continuamente os seus funcionários.

Apesar do quadro de sucesso, o crescimento da malha foi lento, a uma média 1,6 km/ano, porém com seus parcos 75,1 km em operação, o metrô paulista carrega com eficiência 4,6 milhões de passageiros/dia útil, tornando-se o mais denso do mundo. Para tirar este atraso o GESP está implantando ou em contratação, mais 107,6 km distribuídos em sete linhas.

Isto basta? Não! De acordo com estudo do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para melhorar a mobilidade das 15 maiores cidades brasileiras, além dos recursos já comprometidos serão necessários mais R$ 229 bilhões de investimentos, ou 0,4% do PIB nos próximos 12 anos.