Capacidade máxima

18/05/2017 às 1:27 - Atualizado em 30/05/2017 às 3:56

Novas máquinas e caminhões articulados combinam força e eficiência para oferecer o máximo em capacidade de carga, economia e produtividade

Graças a uma estratégia que permitiu não só sobreviver ao período mais crítico da crise econômica brasileira, mas também ganhar pontos preciosos de participação de mercado, a VCE – Volvo Construction Equipament, prepara-se para a retomada do crescimento com o lançamento de uma série de novos produtos. São caminhões articulados e escavadeiras de grande porte de grande performance, que permitem aos operadores maior rentabilidade na execução de obras de infraestrutura, construção civil e mineradoras.

Para o presidente da VCE Latin America, Afrânio Chueire, a desenvoltura da empresa nas vendas de máquinas pesadas confirma o acerto da oferta ao mercado de duas marcas – Volvo e SDLG -, um portfólio que cobre todas as necessidades dos usuários com extrema competitividade.

Tudo isso apesar de o mercado interno ter caído de 30 mil unidades no período 2011/2012 para 15 mil entre 2016/2017. Em contrapartida, nos países hispânicos da America Latina, a consolidação de 5 mil máquinas até 2006, para 22 mil em 2014 e uma queda para 14 mil em 2016.

Ou seja, o mercado total de cerca de 30 mil máquinas é composto por 50% das vendas realizadas no Brasil e os restantes 50% nos países hispânicos. “Hoje temos como destaque o Peru, onde estão sendo implantados grandes projetos de infraestrutura”, explica Chueire. Outros países em desenvolvimento forte são Colômbia e Argentina, esta última investindo em um grande gasoduto.

A decisão de oferecer uma marca premmium e outra de alto padrão, cobriu todas as possibilidades nos segmentos atendidos. Com a terceirização em crescimento, as máquinas oferecidas têm satisfeito os usuários do setor florestal, especialmente papel e celulose, que representa nada menos que 5,5% do PIB, além da mineração, destaques para as movimentações de fertilizantes e adubos.

“Também importante é o aumento da movimentação de materiais pelo setor industrial, que já esboça uma reação firme”, comemora Chueire. Isso sem falar das milhares de cidades que têm que construir infraestrutura a partir do zero e que demandarão outras milhares de máquinas.

Em resumo, para atender a tal demanda, a VCE programou para 2017 um grande número de lançamentos, desde escavadeiras para até 92 t, caminhões articulados de 55 t métricas. “Comemoramos os 50 anos da invenção do caminhão articulado Volvo com o lançamento do modelo de 60 toneladas na Bauma do ano passado”, lembra ele.

Futuro

Na sequencia da evolução da operação, Chueire enumera a escala tecnológica das máquinas. Da manual passando à assistida, desta à semiautomatizada, mais à frente a altamente automatizada até chegar no futuro à máquina autônoma.

Com a chegada da máquina inteligente, espera o dirigente, o mercado deve chegar ao triplo zero – zero emissão, zero desperdício e zero acidente -, e à eletromobilidade e o melhor dos mundos: os canteiros automáticos e totalmente respeitosos ao meio ambiente.

E essa situação não permanece no campo da utopia. Na Suécia, a Volvo já estuda, junto com o governo do país, a universidade e um cliente (Skanska) o conceito de movimentação de materiais ao feitio de correia (ou esteira) transportadora, usando máquinas inteligentes.

“A meta é viabilizar um transporte que emita 95% menos CO2 e ofereça um custo total de operação 25% inferior ao dos meios convencionais”, assegura Chueire.

Entre os novos produtos destaque para os caminhões articulados, em especial ao A60H, lançado na Bauma 2016, máquina com capacidade total de 55 toneladas métricas, motor de 16 litros e 663 cv. Esse articulado importado é especialmente indicado para operações de escavação massiva. “Ele vai até nenhum outro vai, em terrenos lamacentos, sob chuva e em topografia acidentada em qualquer estação do ano.”

Já a escavadeira EC950EL é a maior sobre esteiras produzida pela Volvo CE. “Essa maquina tem motor Volvo de 16 litros e 606 cv e demorou décadas de desenvolvimento para chegar ao atual estágio de produtividade”, diz Massami Murakami, diretor de Suporte a Vendas.

A escavadeira apresenta uma força de desagregação de 424 kN e força de arranque do braço de 408 kN. A força de escavação da caçamba e a de corte de braço são 23% e 29% maiores que a EC750DL.

De qualquer maneira, a VCE conseguiu se adequar muito bem às dificuldades de 2016 e viu sua participação aumentar de 15,8% para 16,8% e prepara-se para uma nova fase de crescimento. Afrânio Chueire, assegura que 2017 será um ano de grandes lançamentos. O primeiro deverá ser um novo caminhão articulado.