Como se destacar no competitivo mercado dos veículos pesados

23/01/2019 às 4:15 - Atualizado em 08/02/2019 às 8:22

O mercado dos veículos pesados se transformou no Brasil ao longo dos últimos anos e, o que já foi um diferencial, atualmente é considerado apenas mais um item. Reunir a qualidade de um produto a uma rede de assistência técnica de respeito já não é o suficiente para atrair os clientes

Nesse setor, a qualidade de diferentes marcas nunca foi tão similar como hoje e por isso a oferta de um modelo de financiamento compatível com as necessidades da empresa é fundamental para o sucesso.

Podemos dizer até que é mais que isso: é preciso mostrar ao potencial cliente uma engenharia financeira que lhe seja interessante por si só. Prova disso é o modelo Actros 2651, da Mercedes-Benz.

Garantia de satisfação

Há dois anos, o grupo Cereal fechou a contratação de 20 cavalos-mecânicos Actros 2651, com 510 cv de potência para a tração de composições do tipo bitrem de sete e nove eixos. Desde então todo o processo de transporte da empresa se transformou.

A marca é uma operadora de todo o ciclo da soja e oferece uma capacidade de esmagamento de 3 mil toneladas/dia. Além disso, 10 unidades receptoras possibilitam uma potencialidade de recebimento de 10 mil t/dia e mantêm um armazenamento estático de 261 toneladas.

Baseado nos números, o fundador e conselheiro do grupo Cereal, Evaristo Barauna, comenta a escolha pelos veículos especializados da Mercedes-Benz:

“Além de preencher todos os requisitos de produto e assistência, a Mercedes nos ofereceu a modalidade de leasing operacional, que nos oferece inúmeras vantagens com impostos”, explica o empresário.

Entre as inúmeras vantagens, a maior é a não necessidade de manter uma oficina própria e toda infraestrutura que isso requer. “Manter oficina, funcionários e equipamentos é algo muito caro e totalmente fora do nosso foco”, diz Adriano Jajah, presidente do grupo Cereal.

Caminhões próprios: lucro ou prejuízo?

Muitas empresas se perguntam se vale mais a pena administrar uma frota própria ou recorrer a anônimos para os fretes. O debate pode ser longo, mas Evaristo garante que esse assunto já está superado no grupo Cereal.

Na opinião do conselheiro, todo ano é a mesma coisa. Ou seja, durante o pico de safra os autônomos promovem um leilão de fretes que eleva o custo de transferência às alturas, interferindo diretamente na rentabilidade das operações e prejudicando o cumprimento de prazos de ambas as pontas.

Por esse motivo, 70% da frota do Grupo é formada por veículos próprios e os outros 30% são de fornecedores. O resultado até o momento está sendo positivo e trazendo diversas vantagens para a marca:

No que chamamos de taco curto, os caminhões da Cereal conseguem puxar 4 mil t/dia para Rio Verde, resultado de uma média de 2,5 viagens entre a usina e as zonas de colheita.

Outra providência e tanto para o sucesso foi a implantação do sistema Barter, no qual há a troca de insumos entre produtor e beneficiador. Numa cultura que apresenta produtividade de 50 sacas/hec, por exemplo, o Barter completo chega a reservar 22 sacas para o sistema, enquanto o produtor não tem nenhuma outra despesa.

Os fatores acima permitiram um crescimento contínuo do grupo Cereal desde 2016, momento em que a crise afetou o Brasil e a marca escapou com um crescimento de 10% nos negócios.

A importância de uma logística eficiente

Mesmo com um ótimo veículo pesado para transportar os produtos, uma boa logística é imprescindível. “A logística é fundamental para o nosso negócio, tanto que é parte do nosso negócio”, lembra Adriano.

Para se ter ideia dessa importância, a logística representa 15% das operações normais do ciclo da soja, e fazer este custo baixar para 5% representa um salto e tanto na rentabilidade do negócio.

Como fazer isso é outra história. Além de inúmeras facilidades que a Cereal disponibiliza aos seus clientes, poder contar com uma frota de caminhões na ponta dos cascos é essencial. A média de rodagem de cada composição é de 8 mil km/mês.

Com o Actros 2651, os motoristas do grupo Cereal conseguem levar 37 toneladas de soja no seu bitrem de sete eixos, que aponta um consumo de combustível de 2,4 km/l. Outra qualidade dessa categoria de veículos pesados, segundo ele, é a alta velocidade média, graças a boas retomadas, ponto novamente para a elevada potência do motor.

Paulo Peres, responsável pela gestão de Frota do grupo Cereal, explica que a viagem média dos caminhões da empresa mostra uma distância máxima de 200 quilômetros nos serviços de processamento. Na transferência para os portos as distâncias são de 996 km para Santos e 1.266 para Paranaguá.

“Os Volvo e os Scania em composições de sete eixos mostram um consumo de 2,30 km/l, enquanto o Actros chega a 2,4 km/l no mesmo tipo de composição de 37 t líquidas”. Nos bitrenzões de nove eixos o Actros apresenta 2,00 km/l de média.

A expansão da Mercedez-Benz na agricultura

Para o vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-venda da Mercedes-Benz, Roberto Leoncini, o aumento da presença da montadora no segmento mais importante da economia do país [da agricultura] é motivo de esperança de muitos novos bons negócios.

“O Actros 2651 tem motor OM 460 de 13 litros de baixo consumo de combustível e baixo custo de manutenção”, assegura Leoncini. Para completar os ingredientes justos para o setor, o chassi carrega uma tancagem de 1.080 litros, a maior do mercado, capaz de alimentar o cavalo Actros até os destinos de exportação.

O dirigente, porém, relembra que a compra agora faz parte de um pacote muito maior, que inclui desde o meio de pagamento, o leasing, até a provável venda do usado pelo sistema Selectruck e programas de manutenção que dão toda a tranquilidade para o usuário de não ter veículo parado, seja por falta de mão de obra de serviço ou falta de peças de reposição.Os próximos anos podem revelar caminhões com potenciais ainda melhores, não só da Mercedes, mas também de suas concorrentes. Vamos aguardar e observar qual é o futuro dos veículos pesados e qual a perspectiva para esse mercado no ano de 2019.