Consórcios crescem apesar da crise

16/06/2020 às 1:38 - Atualizado em 16/06/2020 às 1:38

Ao fim do quadrimestre, o Sistema de Consórcios registrou um crescimento constante nos acumulados das contemplações, possibilitando o fortalecimento da aquisição de bens e contratação de serviços, objetivos principais dos participantes de grupos da modalidade.

Ao ampliar 14,8%, o total de consorciados contemplados no quadrimestre saltou de 406 mil (jan-abr/2019) para 466,09 mil (jan-abr/2020). O mecanismo disponibilizou R$ 19,30 bilhões em potenciais créditos para inversão nos diversos elos da cadeia produtiva.

Mês após mês, a soma de cotas contempladas foi aumentando, partindo de 106,69 mil em janeiro até 126,48 mil em abril. Só em março, quando chegou a 117,90 mil, para abril, período de forte isolamento social pela presença da Covid-19, a evolução foi de 7,3%.

“Trata-se da confirmação de um dos principais diferenciais dos consórcios, que proporciona, além da realização do objetivo desejado, uma confortável situação financeira ao participante. Depois de poupar mensalmente, ser contemplado por sorteio ou por lance, obter a liberação do crédito e com “dinheiro na mão”, o consorciado tem a chance de negociar, barganhar e até obter descontos no momento da compra de bens ou contratação de serviços”, esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

“Em face do momento econômico e com essa disponibilidade, os consorciados têm grande oportunidade de realizar bons negócios, pagando à vista, tanto para os que pretendem usufruir do bem ou do serviço como aqueles que investiram visando obter rentabilidade patrimonial”, complementa.

Rossi, presidente da ABAC

Paralelamente, na recente circular nº 4.009/20 do Banco Central do Brasil, atendendo a pleito da ABAC, o mecanismo está temporariamente disponibilizando aos consorciados, contemplados e quitados junto às administradoras, o recebimento do crédito em espécie, benefício destinado exclusivamente àqueles que ainda não o tenham utilizado, com validade até 31 de dezembro deste ano.

No balanço quadrimestral, houve redução de 8,6% nas vendas de novas cotas. Contudo, face o crescimento constante do tíquete médio ao longo dos quatro meses, o total de negócios sinalizou 2,7% de alta. Mesmo vivenciando a pandemia, o comportamento do consumidor mostrou que, com a desaceleração dos últimos dois meses, a totalização das adesões alcançou 845,55 mil adesões, abaixo das anteriores 924,70 mil (jan-abril/2019).

Se em janeiro e fevereiro a soma chegou a 284,45 mil e 245,66 mil cotas, respectivamente, nos dois meses seguintes totalizaram 187,10 mil, em março, e 128,35 mil, em abril, com retração de 31,4%. O acumulado quadrimestral deste ano, puxado pelas últimas reduções, fechou em baixa.

Tags: