Os desafios no transporte e na logística farmacêutica

09/02/2019 às 9:06 - Atualizado em 14/02/2019 às 10:40

Logística farmacêutica

O transporte de qualquer produto no Brasil requer um estudo prévio e uma análise completa da distância que será percorrida, seja pelo modal rodoviário, aéreo, ferroviário ou hidroviário. Mas essa organização se torna muito mais difícil quando outras variáveis influem no processo, como é o caso da logística farmacêutica.

O Brasil possui dimensões continentais, e por isso, o transporte de diversos produtos se torna um verdadeiro desafio. Inclusive, muitas vezes é necessário implementar viagens multimodais, já que é a única alternativa em alguns fretes específicos.

Apesar disso, conciliar segurança e rapidez no transporte de mercadorias voltadas às farmácias e hospitais ainda sim é extremamente difícil. As transportadoras precisam estudar todas as condições e traçar as melhores situações, buscando oferecer um frete completo e sem riscos.

Logística farmacêutica: desafios

O ramo farmacêutico é um dos mais susceptíveis aos roubos de cargas, pois são mercadorias que apresentam alto valor agregado, tamanho pequeno e alta liquidez no repasse.

Além disso, o Brasil possui pouco mais de 8 mil quilômetros de território, o que torna quase que inviável o transporte de produtos frágeis por uma malha rodoviária problemática, que possui mais de 60 mil pontos de venda e comercialização para essas mercadorias.

Além de todo o desafio no transporte, o frete de produtos farmacêuticos também é acompanhado e fiscalizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entidade que até mesmo possui um manual de “boas práticas de transporte de medicamentos”.

Nesse sentido, uma alternativa emergente e cada vez mais utilizada pelas transportadoras é o modal aéreo, que possui algumas vantagens importantes e que fazem o custo do processo mais elevado valer a pena.

Viabilidade transporte aéreo de produtos farmacêuticos e hospitalares

Para suprir todas as dificuldades citadas acima é importante realizar e ter noção dos impactos na logística farmacêutica, calculando valores e quais são as soluções para um frete seguro e veloz.

Dentro desse cenário, o transporte por meio de aviões e helicópteros parece cada vez mais oportuno e vantajoso. Além de evitar roubos, esse método reduz — e muito — o tempo necessário para cada frete.

Em despachos realizados com partida em São Paulo para Manaus, por exemplo, a diferença de prazo de entrega chega a ser incomparável: 20 dias no transporte rodoviário e 3 dias no aéreo.

Transporte aéreo de medicamentos nos últimos anos

Transporte de produtos farmacêuticos

Se há um segmento que não tem porque reclamar da crise, este é o transporte de produtos farmacêuticos. Nos últimos anos o setor cresceu acima dos dois dígitos e faturou dezenas de bilhões de reais.

O crescimento dessa alternativa tem ocorrido fortemente, garante o gerente de operações da RV Imola, Arnaldo Viveiros. Ele diz que nos últimos anos, sucessivamente, o modo representou 8, 10 e 11% do faturamento das empresas de transporte e operadores logísticos da área.

A tendência é que esse percentual aumente e que o transporte de produtos farmacêuticos e hospitalares se torne mais praticado, até mesmo em distâncias consideradas médias. Viveiros revela que as experiências estão sendo positivas e nos últimos anos “o índice de avarias e roubos foi zero”.

Dependência do transporte rodoviário

Por muitos anos o Brasil foi — e ainda é — dependente do setor rodoviário, que segundo os últimos dados da Confederação Nacional do Transporte, representa 61% do total de fretes realizados dentro do território nacional.

Esse dado se deve a diferentes motivos, mas o principal deles é a falta de investimento em modais mais caros, mas que podem proporcionar um custo-benefício mais positivo que o rodoviário.

E justamente nesse ponto a logística farmacêutica está trabalhando para transformar o mercado. Afinal, o transporte aéreo permite mais rapidez, segurança e um índice menor de riscos à conservação das mercadorias.