Linha F de caminhões Volvo

24/07/2016 às 9:01 - Atualizado em 24/07/2016 às 9:01

Linha F de caminhões Volvo tem novas cabinas

Linha F de caminhões Volvo tem novas cabinas, nova mecânica e está preparada para a era dos veículos digitais, mais rentabilidade, segurança e conforto

Na sua trilha histórica de apresentar novidades tecnológicas em primeira mão no Brasil, a Volvo renova sua linha F de caminhões e toma rumo do caminhão digital, uma tendência certa para os veículos comerciais.

Da linha FH até a FM e FMX, a fabricante caprichou na encomenda: o visual foi totalmente modernizado e a parte mecânica recebeu dezenas de modernizações, possíveis graças aos investimentos globais de US$ 3 bilhões, lembrados por Roger Alm, o presidente da Volvo Latin America. Tudo foi feito para possibilitar que a operação seja mais eficiente, segura e rentável possível, além de reservar lugar de destaque aos motoristas.

Cada linha de veículos, introduz tecnologias de ponta para as aplicações, com destaque para o trem de força, que, asseguram, mostrará uma economia de 8% no consumo de combustível. “Confiamos plenamente no sucesso dessas novas linhas, os melhores caminhões que já fizemos”, decreta Alm, para quem a evolução foi responsável pelo expressivo aumento de participação de 12,8% para 21,1% desde 2008 até agora.

A nova linha, com 35 mil unidades já vendidas na Europa sem qualquer senão (motor Euro 6), veio recheada de facilitadores para o motorista e economias para os patrões, como o menor consumo de combustível e componentes, maior capacidade de carga e autonomia, tudo na busca de oferecer ao empresário o maior índice de disponibilidade. Sobra, entretanto, a má noticia de que os preços vão aumentar 20%, em média, em janeiro.

Em contraponto, Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões da Volvo Latin America, não hesita em dizer que essa inflação será absorvida rapidamente pelas vantagens que os veículos apresentam. “O empresário já atingiu um nível de profissionalismo que, para ele, o mais importante é o custo quilômetro durante a vida útil do veículo, não apenas o preço de saída.”

Para “fechar” a economia de 8% em relação à linha atual, cada ponto foi pensado, desde a carenagem. No top de linha, o FH, todos os defletores, saias e spoilers foram redesenhados para chegar ao menor índice de resistência aerodinâmica.

No FH é fácil notar que a configuração do suporte dos retrovisores, com um vazio interno deixa o ar passar. “Cada economia de zero vírgula porcento é importante para o resultado final”, explica Fedalto. Testes em túnel de vento ajudaram à concepção de cada vinco, cada forma, cada ângulo e cada acoplamento. Esses detalhes são destaque exponencial nos FH, modelo rodoviário para viagens longas e alta velocidade média.

O piloto automático, que já chegou a ser um inimigo da economia de combustível, nos velhos tempos em que o motorista o ligava e deixava o motor se virar lotado para vencer o mundo de lombadas das nossas estradas, hoje é usado para economizar graças ao I-See, um sistema que memoriza e reavalia a marcha correta em viagens regulares e está diretamente ligado à transmissão I-Shift.

Até mesmo na primeira jornada, a última geração dessa automatizada é capaz de reconhecer uma subida íngreme e reagir muito mais rapidamente que qualquer ser humano.

Em conjunto com o I-See, o sistema “memoriza” a topografia da viagem e o mapa do motor e câmbio de uma mesma rota e vai aprimorando as tomadas de decisão, como a redução de marcha antes de um aclive ou ao contrário num declive, mais rápida e eficientemente. Para melhorar ainda mais o resultado, o motorista pode usar o I-Roll, um sistema de roda livre inteligente, que usa a inércia nas decidas, mas com toda a segurança.

Para operações de alta severidade, o empresário pode optar pelo acoplamento de um retarder à caixa, um sistema de freio auxiliar, que em adição ao VEB, o freio motor da marca, soma uma potência total de frenagem de 1.100 cv. Tudo isso possibilita grande capacidade e alta velocidade média, elevando a produtividade e, óbvio, a rentabilidade da frota. Numa frota de 50, 100 caminhões, então, é possível “ganhar” alguns deles graças ao aumento da velocidade média.

O Dynafleet é outro dispositivo inteligente, produz relatórios de desempenho do caminhão e seus motoristas, o que ajuda a detectar que precisa de reciclagem e as correções necessárias à condução do motorista.

Os veículos já vêm prontos para interagir com o My Truck, um aplicativo para smartphones, que mostra na tela as funções exibidas no painel de instrumentos, possibilitando obter dados da operação, como nível de combustível, óleo, líquido de arrefecimento, nível de Arla e outros.

Através do My Truck, o motorista que estiver almoçando em um posto de abastecimento pode saber, via mensagem, se o alarme disparou, se a cabina foi violada ou se o alarme estiver desligado, através de um alarme instalado na fábrica. Os caminhões com download, as classes FH e FM, permitem aos seus usuários baixar o My Truck.

No capitulo segurança, lembra Alvaro Menocin, gerente de Engenharia de Vendas, todos os cuidados foram tomados. “Fisicamente tratamos de entregar ao usuário uma cabina com compartimentos fechados, detector de fumaça, um beliche com rede para proteção contra quedas e uma geometria que diminuiu em 20% os pontos cegos na operação”, enumera.

Ele pode vir com o ACC – o piloto automático inteligente, que atua em frenagens de emergência, para manter distância ou parar totalmente diante de um obstáculo. As luzes de freio agora piscam intermitantemente, como pisca-alerta, para chamar ainda mais atenção dos outros veículos.

Faróis dinâmicos, acompanham o movimento da direção, aumentam a área de visão do motorista e ampliam a capacidade de reação do motorista à observação de obstáculos ou veículos lentos à frente em curvas.

Os novos FH trazem a frontal em colméia e uma cabina com um metro cúbico a mais de espaço interno. Esta disponível nas configurações 6×2, 8×2 e 8×4 e potências de 420, 460, 500 e 540 cv para todos os tipos de aplicações. O FH 8×2 com dois eixos direcionais melhora sensivelmente a dirigibilidade em áreas restritas e deve fazer sucesso entre as composições para cargas de alta densidade com caixa de carga de três eixos. O pbtc alcança 54,5 t, o que o habilita à movimentação de até 38 t líquidas, dependendo da tara do implemento. 

Enquanto isso, o FH 6×2 vem com suspensão a ar, freios a tambor ZCam e ABS. Segundo Fedalto, a configuração é outra alternativa do transportador para substituir com vantagens os cavalos 6×4.

Já no caso dos parrudos FMX, a Volvo agora disponibiliza uma versão com cabina leito, uma iniciativa para aceleração de cronogramas em caso de empreiteiras e mineradoras, que têm que constantemente transferir canteiros de obras para alojar seus funcionários. São muitas as possibilidades de tração de 370, 380, 420, 460 e 500 cavalos e configurações de tração integral 4×4 ou 6×6 e 150 toneladas de pbtc. Uma caixa automatizada I-Shift desenvolvida especialmente para os trabalhos fora-de-estrada. Na nova versão o FMX pode levar até 2 t a mais.        

Também os FM chegam recheados de novidades, com seu novo motor de 380 cv com 13 litros, ou o tradicional 370 cv com o 11 litros. As configurações vão da 4×2 até a 6×2 e 8×2, com eixo traseiro que eleva sua capacidade para até 65 t de pbtc