MAN amplia portfólio com a linha Trend

27/07/2016 às 8:34 - Atualizado em 27/07/2016 às 8:34

MAN amplia portfólio com a linha Trend

MAN amplia portfólio com a linha Trend, composta de veículos mais enxutos e de menor custo, um meio de atender pequenos e médios frotistas em época de crise

Matéria da Revista Edição nº126, no ano de 2015

MAN Latin America aproveita a época da Fenatran para apresentar novas versões de seus caminhões, a maioria delas destinadas a nichos de mercado, mas coloca como grande destaque o fato de ser a primeira montadora brasileira a oferecer o leasing operacional para seus clientes.

Com a modalidade ela promete prestações fixas, maior competitividade que o Finame, sem entrada, sem risco de revenda e com as parcelas fixas dedutíveis do imposto de renda. A alternativa é oferecida pelo MAN Financial Services, em planos de até 5 anos.

Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, apesar de tudo acredita no potencial de recuperação da economia brasileira, sempre turbinada por uma massa de 200 milhões de potenciais consumidores. “Se as coisas se acertarem acho que 100 mil unidades (de produção de caminhões) em 2016 serão perfeitamente possíveis com a inversão da curva (volta do crescimento)”, confia.

Por enquanto, diante da freada brusca nas vendas de caminhões, que se aproxima de 50% este ano, Cortes põe a ocasião na conta da recessão: “Somos o setor que mais sofre com a situação”, diz ele. “Com a economia em baixa e o gigantesco aumento do custo do capital, dos 2,5% do PS1 para 14 ou 15%, não há dúvidas que a decisão de compra é severamente afetada.”

Ainda por cima, segundo ele, o dólar apreciado só favorece as exportações de artigos manufaturados a longo prazo, pois é preciso rearmar toda a estrutura industrial, desmobilizada até pouco tempo atrás com o nocaute provocado pelo dólar depreciado.

Já sob o guarda-chuva da VW Truck & Bus gmb, com sede na Suíça, agora estão a MAN e a Scania, contribuintes de primeira categoria à meta da VW ag de consolidar a posição de maior montadora do mundo. A aspiração original seria a de chegar à marca em 2018, mas a Toyota foi ultrapassada este ano. Resta saber a repercussão do escândalo da fraude das emissões nesse processo.

No Brasil, a MAN Latin America evoluiu desde a época da Chrysler depois comprada pela Volkswagen Automóveis, um período que se estende de 1981 até 1996. Entre 1997 e 1999 acontece a fundação e o inicio das operações da Volkswagen Caminhões e Ônibus e logo depois inicia o período da Volkswagen alemão (Nutzfarzoig) entre 2000 e 2008. De 2009 até 2012 a empresa entra na fase Munich, já comandada pela MAN e de 2012 para cá o retorno à casa de Hannover, a Volkswagen ag.

Para não deixar a bola cair nesta hora de dificuldades por todos os lados, a MAN Latin America não hesita e coloca em campo a linha Trend, uma alternativa das famílias Delivery, Worker e Constellation e a linha Advantech, que atende aos Delivery e Constellation.

Leasing

São 17 novidades no total na tentativa de acertar na mosca, ou seja, encontrar o veículo exato para que o cliente do transporte de carga tenha o melhor custo por beneficio possível. É a batalha para conjuminar potência, torque, relação de diferencial e custo, de maneira a prover o máximo resultado com o mínimo investimento. Matemática difícil essa.

“A linha Trend não é uma linha depenada, mas aquela que atende as necessidades daqueles clientes que demandam veículos mais simples e baratos”, diz Ricardo Alouche, diretor de Vendas, Pós-vendas e Marketing da MAN Latin America.

Em época de dificuldades na oferta de crédito, a montadora lança o leasing operacional para facilitar ainda mais a vida do transportador. Com veículos de baixo e a possibilidade de aquisição via leasing pelo valor de mercado, basta ao cliente se preocupar apenas com o seguro e os pneus. “Além de tudo, no caso de compra de um cavalo premmium como o MAN TGX, que tem prestação de R$ 9 mil em 60 meses pelo Finame, a prestação pelo leasing não supera os R$ 8,3 mil”, assegura.

“Somos rápidos na reação – diz Cortes -, por isso, em apenas nove meses, desenvolvemos nada menos que 17 caminhões, entre eles o novo Titan, e 2 chassis de ônibus”. O CEO da MAN credita a essa celeridade o sucesso de vendas dos veículos da marca e realça o novo Titan como um dos membros anticrise da nova geração por seu conceito de mínimo custo operacional.

O novo Titan vem com cabina leito teto baixo e motor de 330 cv, o Cummins ISL, e transmissão ZF 16 AS 1585 TD, com opção da V-Tronic de 16 marchas

Enquanto isso, Alouche defende a não participação da MAN na Fenatran como efeito da crise: “Preferimos cortar custos para manter investimentos, preferimos ser pragmáticos.” Ele lamenta, ainda, que um programa como o de renovação de frota continue emperrado.

Muitos dos problemas do segmento, para ele, são derivados da não conclusão de projetos que elevariam a produtividade brasileira. “Um programa de renovação de frota poderia dar uma injeção de 30 a 50 mil unidades por ano – diz ele -, pois muitas empresas adiam seus planos de renovação desde 2013.”

Os lançamentos anticrise, então, contemplam as necessidades dos transportadores segundo a conjuntura, com extremos bem diferentes. Enquanto o mercado como um todo deve apresentar uma queda de 50%, os extrapesados despontam com um retrocesso de 60% e os leves devem sofrem bem menos, com uma queda entre 11 a 15%. “Os caminhões leves são veículos mais de varejo, do pequeno empresário, e isso ajuda numa hora dessas”, analisa Alouche.

O lançamento da linha Trend, que abrange os modelos Delivery, Worker e Constellation e a Advantech, que reúne os Delivery e Constellation se somam à oferta da maior linha de caminhões automatizados do país, com as caixas V-Tronic ou TipMatic.

Agora, até o Constellation 19.330 Titan oferece essa alternativa, além dos irmãos C 19.360, C 24.330, C 30.330 e o C 25.360 V-Tronic. No total são quatro opções de transmissão, uma para cada tipo de aplicação. A ZF 6AS 1000 TO, por exemplo, está instalada nos Constellation 17.190, 17.280 e 24.280, combinada ao sistema de eixo automatizado Smart Ratio.

Nos modelos Constellation 24.330 e 30.330 a caixa é a ZF 12 AS 1420 TD, de 12 marchas, enquanto a ZF 16 AS 2230, de 16 mudanças, é adequada aos Constellation 19.330, 19.360, 19.390, 25.360, 25.390 e 26.390 opcionalmente e de série nos C 19.420, 25.420 e 26.420 V-Tronic.

Já a linha TGX usa a transmissão TipMatic ZF 16AS 2630 OD, para os 28.440, 29.440 e o 29.480.