Pacote “ FuelEfficiency ” da Mercedes-Benz

14/06/2018 às 1:34 - Atualizado em 03/07/2018 às 4:06

Mercedes-Benz lança pacote “ FuelEfficiency ” para sua linha R de chassis de ônibus e promete economia de combustível de até 8% para os clientes

Depois de um ano especialmente dedicado à modernização dos dispositivos de segurança de seus chassis – foram otimizados ou instalados 16 itens para isso em 2017 -, a Mercedes-Benz enfatiza este ano os esforços ligados à economia de combustível, item que representa entre 25% a 30% dos custos operacionais de chassis de ônibus rodoviários.

Para começar, Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, assegura que as novidades envolvidas pelo pacote “ FuelEfficiency ” podem levar a uma economia entre 2% e 8%, dependendo do tipo de rota, topografia e severidade. E a um preço módico de apenas 1,5% a 2% a mais no chassi, segundo ele, lógico.

Às vésperas de uma forte renovação de frota, num momento de renovação forçada fruto tanto pela elevada idade média como na obrigatoriedade de as empresas de ônibus rodoviários instalarem plataformas elevatórias para pessoas com necessidades especiais nos ônibus rodoviários em 1º de julho próximo.

O pacote “ FuelEfficiency ” é direcionado aos modelos O 500 RS, RSD e RSDD. A estrela dessa ação são as caixas GO 240, de 2.400 Nm, automatizadas de 8 velocidades e a mecânica GO 190 de 6 marchas acionada por alavanca tipo joystick. Entretanto, o pacote “ FuelEfficiency ” engloba 21 itens, desenvolvidos para assegurar desempenho, economia, conforto e segurança na operação dos rodoviários.

A ação mais importante para o desenvolvimento das novas caixas foi a nova parametrização das PowerShift, com a otimização do software e da eficiência do trem de força visando a economia de combustível. Testada por 6 meses pela Viação Cometa, os resultado agradaram.

A começar pela GO 240 – transmissão automatizada de série para o Double deck O 500 RSDD 8×2 e opcional para os chassis 4×2 e 6×2 -, a caixa teve modernizado seu software, com a reprogramação do escalonamento de marchas, resultando em trocas mais rápidas e saídas e retomadas em maiores velocidades de cruzeiro a baixas rotações. A diferença de preço entre uma GO 240 e uma GO 210 chega a R$ 7 mil.

A GO 190, de 6 marchas, por sua vez, é adequada para viagens típicas de empresas de fretamento ou rodoviárias regulares de curta distância. O que também deve fazer sucesso nessa caixa é a alavanca tipo joytick com sistema servo-assistido, de fácil acionamento e conforto para o motorista: menos esforço, mais produtividade, atenção e segurança. Do lado dos passageiros a diminuição de solavancos dos câmbios acionados a cabo deve chamar atenção.

Para o motor OM 457 LA, de 360 cv, nos chassis O 500 RS 1836 e O 500 RSD 2436, o “ FuelEfficiency ” reservou um acréscimo de 250 Nm no torque máximo – de 1.600 Nm para 1.850 Nm @ 1.100 rpm. Um salto e tanto de força, que permite chegar em velocidades cruzeiro de 80 km/h ou 90 km/h em rotações mais baixas e menos consumo de diesel, lógico. A combinação de transmissão com over drive e redução no eixo traseiro também ajuda a poupar combustível.

Novo dispositivo de economia é o desligamento automático, o EIS – EngineIdle Shutdown -, que entra em ação quando o veículo está em marcha lenta e com o freio de mão puxado depois de 2 a até 10 minutos, dependendo da preferência do proprietário. Um meio de economizar em garagens, rodoviárias, terminais e pontos de parada, além de longos congestionamentos.

Outro ponto importante do pacote “ FuelEfficiency ” foi o desenvolvimento pela engenharia de um novo compressor, com o objetivo de otimizar sua eficiência. Isso foi possível com a mudança de posicionamento do cabeçote de tal modo que trabalhasse sem carga, “roubando” menos potência do motor.

Nessa história também entrou o gerenciamento eletrônico do ventilador do radiador. Batizado de Visctronic, o controle inteligente da hélice do motor, o sistema agora trabalha segundo as necessidades, de acordo com a temperatura atingida. Resultado, economia no consumo de diesel, baixo nível de ruído, menos desperdício e maior vida útil para as correias.

Para Barbosa, depois de mais de dois anos de retração, pelo menos até agora, em 2018, boas notícias. Até maio as vendas de 2.461 de 2017 saltaram para 3.593, uma esticada de 46%.

“Este ano devemos fechar com 13 ou 14 mil chassis vendidos, 20% além de 2017”, calcula o dirigente. As vendas devem crescer 181% nos rodoviários, 91% no segmento de fretamento e 73% nos urbanos.

 

Texto: Pedro Bartolomeu