Reféns do monopólio

28/05/2018 às 4:40 - Atualizado em 14/06/2018 às 10:09

Vivemos neste final de mês um espetáculo dantesco, patrocinado pelo caos administrativo que governa o país e um presidente totalmente ausente.

Com a falta de lógica de sempre termos uma estatal que é estatal quando lhe convém, se dizer empresa mista quando lhe faz bem e serdita do cidadão brasileiro toda vez que é preciso repartir seus prejuízos, vivemos uma situação terrível, recheada de mentiras. Administrar por preço não é administrar e esta foi a grande medida tomada para colocar a Petrobras nos eixos, segundo P. Parente, seu presidente.

Se a produção nos faz autossuficientes, que ligação temos com os preços internacionais? Pois é mentira. Se o problema é atualizar a tecnologia, por que não rejustar os preços pela inflação do custo dos equipamentos? E se a população já contribui com 50% de impostos sobre o preço de cada litro de combustível, o que mais tem a pagar? Empresa tão incompetente que consegue dar prejuízo como companhia sem concorrente.

Feroz defensora de seus acionistas norte-americanos, este senhor penaliza o pais com uma administração irresponsável, inconsequente e temerária, capaz de fazer três reajustes de preço em uma semana, mesmo sabendo quais seriam as consequências disso. Enquanto isso, o governo inexplicavelmente permanecia inerte e seu ministério alheio aos graves resultados de tal irresponsabilidade.

O que esperavam os gênios do governo, que houvesse um indexador no preço do frete? É bisonho. E o senhor P.Parente, arrogante como sempre, continua peitando o país inteiro, arvorando-se de grande administrador e jogando toda a conta não só para os frotistas e autônomos, mas também para todaa sociedade brasileira. Realmente não falta apenas administração, falta sim é vergonha na cara.

 

Texto: Pedro Bartolomeu