Sistema de gerenciamento permite ao Expresso Nordeste economizar 9%

27/07/2016 às 7:49 - Atualizado em 27/07/2016 às 7:49

Sistema de gerenciamento permite ao Expresso Nordeste economizar 9%

Sistema de gerenciamento permite ao Expresso Nordeste economizar 9% no consumo, incrementar a segurança e conforto e estabelecer um padrão às viagens

Matéria da Revista Edição nº125, no ano de 2015

Uma empresa de ônibus que comemora 52 anos de operação contínua esbanjando vitalidade é algo para poucos e significa que seus usuários têm com ela uma relação de confiabilidade muito forte. Foi com a gana dos grandes pioneiros que surgiu a Expresso Nordeste, naquela região do Paraná, hoje sediada em Campo Mourão.

Com uma frota de 300 veículos, 20 garagens e uma idade média da frota de 2,5 anos, a Nordeste é um exemplo de administração e de respeito aos seus passageiros. “A procura de soluções que permitam o máximo conforto e segurança aos passageiros e menores custos para a empresa são temas diários entre nós”, diz Marlus Boiko, diretor Administrativo Financeiro do Expresso Nordeste.

Hoje, uma parte da frota da Nordeste é acompanhada on-line e parametrizada durante a operação, um meio de garantir a integridade dos passageiros e o máximo de atenção e eficiência dos motoristas. “Podemos agora fazer uma rendição de um motorista que esteja infligindo as regras de segurança durante do percurso”, assegura Boiko.

Isso é possível graças a adoção do sistema de gerenciamento de frotas da Volvo, um programa de monitoramento que permite acessar informações completas da operação, seja de excesso de velocidade, freadas bruscas ou freqüência de quick down.

O sistema também possibilita que a qualidade da condução e os cuidados com os veículos sejam constantes e cada vez mais eficientes. Para se ter ideia, a operação de 24 carros com o sistema resultou em grandes números. Um dos principais foi a economia de 9% no consumo de combustível, item fundamental à saúde financeira da empresa.

“Foram apenas três meses de testes com esses veículos de três e quatro eixos, mas os resultados foram auspiciosos”, comemora o dirigente. Outros reflexos que virão seguramente no médio prazo são decorrentes do melhor manejo do veículo, entre eles uma razoável elevação da quilometragem dos pneus, a extensão dos períodos de manutenção e menores custos com peças e acessórios.

Vinicius Gaensly, gerente da Volvo Bus Telematics, assegura que as benesses do sistema para os empresários são muito relevantes. “A economia de combustível varia de 3 até 12%, dependendo do tipo de operação e empresa, e a redução dos acidentes chega a 30%”, diz.

No mundo já estão conectados cerca de 3 mil veículos Volvo, dos quais 500 no Brasil, 600 na Colômbia e 150 no Peru. “A elevação do número de usuários do Gerenciamento de Frotas da Volvo será exponencial”, diz ele, conferindo as vantagens que o sistema oferece para todos os atores do sistema, ou seja, passageiros, motoristas e empresários.

Sintonia Fina

Para que se tenha ideia do potencial de economia da utilização de um sistema de gerenciamento de frota como o Volvo, considerando-se a economia mínima de 3% por carro e uma rodagem média de 16 mil km por mês para uma média de 3,2 km/l, o consumo mensal de diesel bate em 5 mil litros. Não é pouco.

Quem faz as contas é Renan Schepanski, engenheiro de Vendas da Volvo Bus Latin América: “Com a redução mínima o ônibus passa a apresen

tar um consumo de 3,3 km/l e um consumo mensal de 4.848 litros, ou seja, consegue uma economia de 152 litros de diesel”, explica ele.

Se se considerar um custo de R$ 1,95 por litro a economia por veículo chega a R$ 295,00/mês e R$ 3.454,00/ano. É muito. Numa frota de 20 veículos essa economia alcança R$ 70.909,00 e noutra de 50 carros a despesa com combustível baixa nada menos que R$ 177.272,00.

Tudo isso apenas com o item diesel da planilha de custos operacionais, o segundo maior custo das empresas. Todavia, levando-se em conta outras economias já citadas pode-se imaginar quanto uma empresa do transporte rodoviário de passageiros pode racionalizar suas despesas e seu custo operacional por quilômetro.

Gaensly complementa que a posse das informações permite aos empresários adotar ações para aumentar o desempenho tanto do veículo como do motorista, garantindo mais conforto e segurança aos passageiros. “A maneira de dirigir influi diretamente no consumo de combustível e na vida útil das peças e do próprio veículo”.

Para o Expresso Nordeste tanto melhor. Num ponto fora da média atual das empresas brasileiras, a empresa comprou Pluma, uma das mais tradicionais viações brasileiras, e estima crescimento de 30% nos seus negócios este ano.

Em primeiro lugar, como diz Marlus, um motorista máster da empresa realiza o que ele chama de viagem perfeita, ou seja, aceleração sempre ponto de maior conforto para os passageiros, nada de freadas bruscas, nem tampouco direção agressiva. A meta é replicar em todos os outros condutores essa mesma maneira de dirigir o veículo.

Acompanhar esse modelo já equivale a um curso de reciclagem e tanto. Essa disposição é incentivada, e muito bem, pela empresa, com prêmios que chegam a até cinco vezes o salário do motorista. Detalhe: a premiação é dada à família do condutor.

Com custo mensal por carro que varia entre R$ 40,00 e R$ 140,00, dependendo do número de itens monitorados, a “Viagem Perfeita” é a “tocada” dada pelos motoristas padrão da empresa que replicadas garantirão o padrão Expresso Nordeste.

Marlus espera que a amortização do investimento aconteça em 5 anos de operação e prevê que a frota monitorada cresça de 24 unidades para 100 em breve. “Em cada rota feita com os veículos que têm instalado o sistema de gerenciamento teremos condutores que serão o espelho da viagem perfeita.”

Quem também está satisfeito é Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America: “É uma relação em que todos ganham. Ganha o passageiro, em conforto e segurança, ganha o operador, que reduz custos e aumenta a sua rentabilidade, e ganhamos nós da Volvo, com a fidelização dos nossos clientes.”