Conheça dados que revelam perfil do caminhoneiro brasileiro

19/03/2019 às 2:32 - Atualizado em 19/03/2019 às 2:32

A profissão de caminhoneiro é muito importante para o Brasil, pois são eles que realizam grande parte do transporte de mercadorias no país. Apesar disso, ano após ano, o perfil desses homens e mulheres muda, revelando novas condições e interesses. E por esse motivo, é necessário que os empresários confiram e entendam mais sobre o motorista de caminhão brasileiro.

Uma ferramenta muito útil para essa avaliação, é a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros. Realizada todos os anos, esse levantamento mostra importantes informações sobre os condutores de caminhões, desde dados básicos até os mais complexos.

Dados gerais sobre o perfil do caminhoneiro brasileiro

Os quase 2 milhões de caminhoneiros no Brasil revelam como esse é um mercado enorme e com diversas possibilidades. Por essa razão, entendendo um pouco mais sobre eles, será possível montar uma frota com melhores condutores ou escolher motoristas autônomos de qualidade.

O levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) constatou que, entre os motoristas entrevistados, 67% eram autônomos e 33% exerciam a profissão como empregado em uma frota.

Dentre os consultados, a maioria dos caminhoneiros são do Sudeste (54%), seguido do Sul (23%), Nordeste (13%), Centro-Oeste (6%) e Norte (4%). Desses, São Paulo (31%), Minas Gerais (15%) e Paraná (12%), estão entre estados com mais condutores no país.

Quem é o motorista de caminhão no Brasil?

Segundo a pesquisa promovida pela CNT, o caminhoneiro brasileiro possui, em média, 45 anos e está há 18,8 anos na profissão. Além disso, 99,4% são homens e possuem uma renda líquida média de R$4,609.

A maioria dos motoristas de caminhão no Brasil possui o ensino superior completo (30%) e têm, em média, 2,5 filhos. A rotina de trabalho desses profissionais é de 5 a 7 dias por semana e 11,5 horas por dia, resultando, no mês, em cerca de 8,5 mil km percorridos.

Dentre os caminhões “queridinhos”, 45% dos autônomos afirmam que dirigem caminhões da Mercedes-Benz, seguido por Scania (17%) e Volkswagen/MAN (14%).

Já entre os empregados de frota, 30% dirigem veículos da Mercedes-Benz, enquanto 21% conduzem Volkswagen/MAN e 15% Scania.

Outro dado importante é que a frota de caminhões está envelhecendo entre os autônomos. Enquanto a idade média dos caminhões dirigidos por empregados possui 8,6 anos, a dos autônomos já passou dos 18. Veja a tabela abaixo:

Imagem: CNT

A opinião dos caminhoneiros sobre a profissão

A pesquisa perfil do caminhoneiro também revelou os pontos positivos e negativos em trabalhar na área, segundo esses motoristas. Além disso, foi perguntado a eles quais seriam as possíveis ameaças para a profissão.

Como pontos positivos, 37% citaram a possibilidade de conhecer novos países e cidades, 31% lembraram que nessa profissão é normal conhecer muitas pessoas e 27% citou a flexibilidade no horário para exercer a função.

Por outro lado, como pontos negativos, 65% citaram a falta de segurança. Já 31%, disseram que a profissão é desgastante e 29% lamentou a falta de convívio com a própria família.

Ainda sobre a questão da insegurança, 7% desses profissionais afirmou que teve o caminhão roubado nos últimos anos e 49,5% desses condutores relataram que já recusaram corridas por medo de roubo ou assalto durante o frete.

Quando foram perguntados sobre qual fator pode prejudicar a profissão no futuro, 50,4% citaram a baixa rentabilidade, 20,9% lembraram da infraestrutura deficitária e 25% acreditam que existe uma ausência adequada na qualificação desses profissionais.

E sobre esse contexto, 62,9% acreditam que houve uma queda na demanda para fretes no ano de 2018.

Requisições dos caminhoneiros

A pesquisa também questionou os motoristas sobre quais são suas reivindicações e pedidos no emprego do caminhão.

Em relação ao assunto, 51% desejam a redução do preço do combustível, 38% querem mais segurança durante os fretes, 27% pedem por juros mais baixos para o financiamento de um caminhão e 26% aspiram o aumento do valor de uma viagem.

Características dos fretes destes caminhoneiros

Quando perguntados sobre o tipo de carga transportada, as respostas revelam algumas tendências e constatações sobre a divisão dos setores no transporte rodoviário no Brasil.

Isso é, em ambos, a carga fracionada (41% nos autônomos e 29% nos empregados) e o granel sólido (30% x 26%) são majoritários. Porém, outros ramos possuem grande discrepância nos dois tipos de contratação. Confira a tabela abaixo com todos os dados:

Imagem: CNT

Importância de entender o caminhoneiro

Pode não parecer tão importante, mas entender o caminhoneiro faz toda diferença no sucesso ou não dentro da gestão de frotas. Com os dados apresentados nessa matéria, é possível entender as requisições e, se necessário, negociar da melhor forma possível com o motorista.

Além disso, conhecendo o motorista de caminhão, é possível se destacar no mercado, com atitudes mais eficientes e um processo mais otimizado e favorável para o transportador.

Tags: