Modal ferroviário x Hyperloop: diferenças e semelhanças

18/04/2019 às 11:03 - Atualizado em 18/04/2019 às 11:04

O modal ferroviário sempre foi conhecido por transportar grandes quantidades de carga, com uma velocidade considerável e um custo-benefício atraente para empresários e transportadores.

Essas razões fizeram o segmento se popularizar e se desenvolver em diversas partes do mundo. Apesar disso, novas tecnologias estão surgindo e prometem transformar as ferrovias e os trens. E uma delas é o Hyperloop, invenção que já está sendo colocada em prática e alguns especialistas garantem que irá revolucionar o mercado.

O que é o Hyperloop?

O Hyperloop é um transporte derivado do transporte ferroviário e que consiste em cápsulas capazes de suportar entre 28 e 40 pessoas, sendo movidas por meio da levitação eletromagnética dentro de túneis a vácuo.

O sistema desse veículo não emite carbono no ar e funciona a partir de um motor elétrico e com bombas de vácuo, que servem para eliminar o ar desse túnel, diminuindo o atrito e fazendo com que o Hyperloop seja capaz de atingir mais de 900 km/h.

Quais são as semelhanças desse modal com o transporte ferroviário?

As semelhanças com transporte ferroviário estão relacionadas ao modo como o projeto foi concebido e como ele funciona na prática. Ou seja, nos dois casos, uma estrutura é capaz de suportar um determinado número de pessoas e se locomove em cima de uma plataforma.

Além disso, ambas as tecnologias são capazes de realizar o transporte de pessoas e cargas, com uma velocidade considerável e de forma segura. A partir de então, as diferenças começam e já podemos colocar os dois como veículos distintos.

Quais são as diferenças entre o Hyperloop e o modal ferroviário?

Modelo Hyperloop

Como dito, o Hyperloop pode atingir mais de 900 km/h, uma velocidade média mais de 10x superior aos trens brasileiros, que possuem uma velocidade de apenas 80 km/h.

Essa diferença se deve, em parte, porque o veículo futurista funciona praticamente sem atrito, o que permite um aumento considerável na velocidade da cápsula.

Quais são as perspectivas mundiais

Atualmente, existem três empresas com projetos para executar o Hyperloop no mundo. A Hyperloop Transportation Technologies está desenvolvendo uma estrutura de testes em Abu Dhabi e também se prepara para montar os tubos na cidade de Toulouse, na França.

Já a TransPod, possui acordos para construção de trilhos de teste nos Estados Unidos e na França, que devem se tornar realidade em alguns anos. A Virgin ainda está em fase de desenvolvimento para o melhor projeto de modal de transporte, que deve ter como base a Índia e os EUA.

Hyperloop no Brasil

Marca avançada na tecnologia em contexto mundial, a HyperloopTT possui um centro em Contagem, Minas Gerais. O XO Square é o laboratório da empresa produzido a partir de uma parceria público-privada e que deve desenvolver esse tipo de super-trens futurista aqui no Brasil.

Apesar disso, a tendência é que ainda demoraremos para ver um Hyperloop no Brasil. O investimento ainda é muito caro e a empresa responsável possui como prioridades os trens no Oriente Médio e na Europa.

Hyperloop x ferrovias

Mas, afinal, seria vantajoso ter um Hyperloop em território nacional? A resposta é sim! Isso porque, o país realmente precisa de uma alternativa ao ineficiente transporte ferroviário brasileiro.

Para se ter ideia do tamanho dessa necessidade, um estudo da CNT revelou que o Brasil precisa de 744 milhões de investimentos nas ferrovias, valor maior do que qualquer outro modal no país.

Essas razões fazem do transporte de carga em longa distância um grande fator negativo no Brasil. E essa é, realmente, uma das grandes queixas de empresários, que enfrentam o custo-brasil todos os dias e veem seus lucros diminuírem, muitas vezes, devido à operação extremamente custosa.

Ferrovias brasileiras são deficitárias

O problema das ferrovias brasileiras não é só a ineficiência e incapacidade de realizar diversas rotas. As poucas que funcionam no país possuem uma idade elevada e já deveriam passar por grandes manutenções.

Apesar disso, elas continuam prejudicando as transportadoras e os empresários, dificultando uma logística correta e quase inviabilizando o modal ferroviário em detrimento do rodoviário, que já é amplamente utilizado para o transporte de cargas.