A renovação da frota nacional

25/07/2016 às 10:34 - Atualizado em 25/07/2016 às 10:50

A renovação de frota terá impacto positivo não apenas para o setor de transportes, como também pelos benefícios gerados à sociedade.

Pela primeira vez, dez associações de classe (Anfavea, CNT, Fenabrave, Instituto Aço Brasil, Inesfa, Sindinesfa, NTC&Logística, Simefre, Sindipeças e SMABC) se uniram para defender um objetivo em comum: apresentar um programa nacional de renovação de frota ao governo federal. A renovação de frota terá impacto positivo não apenas para o setor de transportes, como também pelos benefícios gerados à sociedade.

Como consequência é possível substituir veículos inseguros, mais “gastões”, geradores de emissões e de materiais particulados, que são prejudiciais para a saúde humana, por veículos mais novos e, portanto, mais sustentáveis. Hoje, cerca de 50% da frota nacional de veículos a diesel não atende a nenhuma norma de emissão de poluentes ou atende, no máximo, às normas Proconve P1 ou P2, equivalentes ao Euro 1.

A idade média da frota brasileira de caminhões é de cerca de 18 anos. Para se ter ideia, um único caminhão destes mais antigos libera na atmosfera um volume de material particulado semelhante ao que é emitido por 37 veículos comerciais da norma Proconve P7. E hoje estimamos que os veículos produzidos a partir de 2012, quando a norma entrou em vigor, não representam nem 3% da frota!

O programa de renovação de frota apresentado pelas entidades prevê um início voltado a proprietários de veículos com mais de 30 anos – atualmente a frota nacional possui cerca de 200 mil caminhões com mais de três décadas de uso, primordialmente em propriedade de autônomos.

Estes caminhões antigos levam a outro importante pilar do programa, além do sustentável: o de segurança e mobilidade.

Neste sentido, o projeto traria como benefícios a diminuição de congestionamentos oriundos de quebras e também a redução de acidentes, que tiram milhares de vidas todos os anos. Aproveitando experiências de diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o documento apresentado consolida boas práticas e inova ao oferecer a oportunidade para que o caminhoneiro negocie seu caminhão antigo por um novo ou seminovo.

O governo federal, em conjunto com estas dez entidades, segue com a análise do projeto em todas as vertentes e o planejamento adequado para garantir que ele, de fato, se torne realidade. Afinal, os benefícios são muitos.

A renovação de frota terá impacto positivo não apenas para o setor de transportes, como também pelos benefícios gerados à sociedade.